ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
- Luísa Chacon
- 8 de mar. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 6 de abr. de 2023
A energia limpa de maior potencial energético brasileiro

No ano de 2019, no Brasil, o mercado de energia solar, ultrapassou o de energia nuclear, e passou a ser a sétima fonte de energia na matriz energética do país, ao superar a marca de 2.000 megawatts(MW) de potência operacional. Ainda para este ano, há a previsão de ser atingida, a marca de 3.000 MW, fato que atrairia mais de R$5,2 bilhões em novos investimentos privados, com a instalação de mais 1.000 MW em novos sistemas de pequeno, médio e grande porte, dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).
Com o aumento das tarifas de energia em todo o Brasil desde 2015 e a redução nos custos de equipamentos fotovoltaicos, os projetos de Geração Distribuída tiveram, entre 2017 e 2018, uma expansão de 172%.
O engenheiro de automação mecânica, Estevão Zeferino de Faria, que trabalha em uma empresa de energia solar especializada na instalação de placas fotovoltaicas, explica que apesar de ser um sistema de funcionamento simples, pois precisa-se apenas das placas fotovoltaicas e do sol para geração de energia o custo é considerado alto pois, para a produção das placas, envolvem-se equipamentos de tecnologia aplicada, e mesmo quase todos sendo produzidas pela China, as tecnologias necessárias são bem específicas. “Entretanto nos últimos 20 anos o custo de produção dos módulos teve uma queda de mais de 80%, e, além disso, atualmente, o tempo de resgate do investimento, famoso ‘payback’, está entre 2 a 4 anos. O que, para um sistema que é para funcionar por 25 anos, é bem atrativo.” disse o engenheiro.
Estevão enumera que há vantagens e desvantagens a se pesar antes de pensar em já sair ligando para fazer orçamentos, “Há, definitivamente, a vantagem de ter uma redução do valor da conta de energia elétrica, que vai depender de quantas unidades consumidoras o usuário utilizará para que se faça a dedução, e devem estar no mesmo CPF ou CNPJ. Também há a valorização do imóvel e utilização de uma energia proveniente de uma fonte verde.”
Porém deixa claro que, apesar da geração de energia ser totalmente verde, a produção dos equipamentos ainda não é, e a dependência de concessionárias de energia elétrica ainda deixam o sistema longe do potencial existente no país “No entanto existem vários estudos comparando os impactos ao meio ambiente em relação a esses equipamentos, e aos equipamentos pertencentes às outras formas de geração de energia, e a fotovoltaica ainda está na frente por uma boa margem. O sistema mais comum que é o conectado na rede elétrica ainda é dependente da concessionária de energia, ou seja, acabando a energia que vem dela, acaba na sua casa também.” completa Estevão.
.png)
Comentários